quinta-feira, março 02, 2006

David Rocha

No decurso da disciplina de Ciências da Comunicação (pois claro!) foi lançado aos alunos do 3º Ano o desafio de transcrever para o blog a pergunta mais fulcral do teste final do 8º Módulo, questão que abordava concretamente o drama do jornalista, na sua contínua busca pelo “paraíso” profissional, em escolher o sentido da ética ou a obrigação de cumprir ordens na execução do seu trabalho, tomando como exemplo o conflito Ocidente-Médio Oriente.

A questão foi a seguinte: Imagina este cenário: Estás a trabalhar num jornal ocidental, de grande tiragem e de prestígio internacional e, um dia, o teu chefe de redacção pede-te que faças uma notícias sobre mais um atentado suicida no Iraque. Mas desta vez ele pede-te que dês a mais negativa imagem possível do lado “muçulmano, mesmo que isso fuja à verdade. O que farias? à verdade. O que farias? Redigirias essa matéria e atentarias contra a ética e mesmo sofrendo a hostilidade dos árabes, “picados” por mais uma “afronta ocidental”? Não redigirias e sofrerias as consequências de um provável despedimento.

Responder a esta questão não é só um exercício, é o desbravar do caminho para uma das mais importantes lições de vida.

Digno de comentar.


Se eu estivesse nesse caso não escrevia o artigo e sofreria as consequências de um provável despedimento. Pois primeiro defendo que o jornalista deve respeitar e comprir os 10 pontos do código deontológico, deve ser o mais honesto e verdadeiro possivel. Não ia fugir à verdade só porque o meu chefe pediu, para publicar um artigo falso, para passar uma imagem não tão verdadeira do povo Muçulmano. Em segundo lugar não publicaria o artigo, pois penso que a partir do momento que lançaria o artigo, estava sujeito a ter os dias contados, pois o povo Muçulmano é um povo conhecido pelas suas atitudes impulsivas e vingativas. Pois é do conhecimento de todos que vários jornalistas de todo o Mundo ja foram feitos reféns, tendo alguns deles sido sacrificados e mortos. Eu não me ia sujeitar a estragar a minha vida só por causa de um trabalho, de dinheiro, pois acima de tudo estão os valores humanos, não o dinheiro. Preferia sujeitar-me a ser despedido, pois empregos à muitos e a vida é só uma. Pois apesar de um jornalista poder publicar as notícias a partir do momento que tem os factos para isso, tem de pensar nas consequências da sua notícia, e esta notícia era daquelas que as consequências não valiam por qualquer dinheiro.