quinta-feira, março 02, 2006

Chiko

No decurso da disciplina de Ciências da Comunicação (pois claro!) foi lançado aos alunos do 3º Ano o desafio de transcrever para o blog a pergunta mais fulcral do teste final do 8º Módulo, questão que abordava concretamente o drama do jornalista, na sua contínua busca pelo “paraíso” profissional, em escolher o sentido da ética ou a obrigação de cumprir ordens na execução do seu trabalho, tomando como exemplo o conflito Ocidente-Médio Oriente.

A questão foi a seguinte: Imagina este cenário: Estás a trabalhar num jornal ocidental, de grande tiragem e de prestígio internacional e, um dia, o teu chefe de redacção pede-te que faças uma notícias sobre mais um atentado suicida no Iraque. Mas desta vez ele pede-te que dês a mais negativa imagem possível do lado “muçulmano, mesmo que isso fuja à verdade. O que farias? à verdade. O que farias? Redigirias essa matéria e atentarias contra a ética e mesmo sofrendo a hostilidade dos árabes, “picados” por mais uma “afronta ocidental”? Não redigirias e sofrerias as consequências de um provável despedimento.

Responder a esta questão não é só um exercício, é o desbravar do caminho para uma das mais importantes lições de vida.

Digno de comentar.


Esta é uma parte do texto que escrevi!

Em relação a esta questão, não sei o que faria, pois nunca parei para pensar sobre o assunto, nem sei o que iria decidir pois isto é uma questão problemática e que levantaria vários tumultos. Neste caso existem duas possíveis situações, redigia ou simplesmente recusava me a redigir o texto, até aqui é simples, o grave são as consequências que ambas as opções nos trazem, se por um lado, redige-se o texto permaneceria com o meu cargo mas, poderia provocar mais um grande conflito entre o Ocidente e o Médio Oriente, e seria acusado de mentir, lançar calunias, sendo automaticamente desprezado pelo Mundo Árabe, o que traria grandes dificuldades para mim a nível social e também profissional, pois poderia perder toda a minha credibilidade, faria inimigos, além de ser uma grande irresponsabilidade para com o panorama actual do conflito Ocidente - Médio Oriente.