domingo, fevereiro 19, 2006

OUTRA VEZ OS CARTOONS



Editor do jornal dinamarquês Jyllands-Posten explica-se ao Washington Post


O editor do jornal dinamarquês que publicou as caricaturas de Maomé comenta, num artigo no no Washington Post, que a divulgação dos desenhos foi uma resposta à auto-censura sobre questões relativas ao Islão.

Fonte: Agência Lusa - Transrito na página da SIC On-line Para Flemming Rose, editor de cultura do Jyllands-Posten, ceder à pressão para não publicar as caricaturas seria "incompatível com uma democracia secular". Num artigo de opinião na edição de hoje do Washington Post, explicou que a publicação das caricaturas pretendia responder aos "receios crescentes e sentimentos de intimidação no tratamento de questões relacionadas com o Islão". A ideia surgiu a partir das dificuldades que um escritor de contos infantis dinamarquês encontrou para conseguir um desenhador para um livro sobre Maomé e da notícia de que a Tate Gallery, em Londres, teve de retirar uma exposição em que eram apresentados um Alcorão, uma Bíblia e um Talmude rasgados em pedaços. "Trata-se de uma questão que merecia cobertura noticiosa e o Jyllands-Posten decidiu fazê-lo adoptando o conhecido princípio jornalístico: mostra, não contes", escreveu o editor do jornal. O Jyllands-Posten publicou as caricaturas em Setembro mas só agora surgiram as reacções violentas no mundo árabe e muçulmano, com manifestações e ataques a instalações diplomáticas e comerciais de países ocidentais que já provocaram mortos. Para Flemming Rose, as caricaturas representam um tratamento justo das questões do Islão. "Os caricaturistas trataram o Islão do mesmo modo como trataram o Cristianismo, o Budismo, o Hinduísmo e outras religiões. E ao tratar os muçulmanos na Di namarca como iguais estavam a assinalar uma questão: Nós estamos a integrar-vos na tradição dinamarquesa da sátira porque vocês fazem parte da nossa sociedade, não são estrangeiros. As caricaturas estão a incluir as pessoas, não as estão a excluir". Uma das caricaturas mais conhecidas mostra o profeta com uma bomba como turbante, uma das causas das reacções de protesto. "Vozes furiosas afirmam que o desenho está a dizer que o profeta é um terrorista ou que cada muçulmano é um terrorista", escreve o jornalista. "Eu vejo as coisas de modo diferente: algumas pessoas fizeram refém a religião do Islão ao cometerem actos terroristas em nome do profeta. São eles que estão a dar um mau nome à religião". Flemming Rose adianta que no passado o seu jornal publicou caricaturas de Jesus Cristo, rejeitando que tenha havido um critério diferente para o Islão. "Na verdade, o mesmo desenhador que fez o cartoon de Maomé com o turbante-bomba fez uma caricatura de Jesus na cruz com notas de dólar nos olhos e um outro em que a Estrela de David está amarrada ao rastilho de uma bomba. Publicámos essas caricaturas e não houve, contudo, embaixadas incendiadas ou ameaças de morte ", comentou.

Colocado por: Professor de Ciências da Comunicação, Artur Santos

1 Comments:

At 02 março, 2006 09:31, Blogger Comunicação said...

Esta questao é um bocado subjectiva, mas olhando ao exemplo que temos das caricaturas eu ñ faria nenhumã notícioa que desse a mais péssima imagem possivel, uma vez que isso para alem de prejudicar a minha vida iria prejudicar e atear a fúria dos muculmanos e em vez de uma notícia de um atentado iriamos ter vária noticias de atentados. A razão pela qual iria provocar tal fúria era que este povo ñ gosta de ser alvo de gozo isso iria desencadear talvez numa guerra mundial.Esta decisão iria-me prejudicar, uma vez que tinha de acarretar com as consequências que provavelmente iria ser o despedimento.
Todos somos livres de dizer aquilo que nos apetece mas com algumas restrições, porque um dos pontos do´código deontológico que é a rejeição do tratamento descriminatório das pessoas em função da sua crença, este ponto diz-nos onde fundamentei a minha opinião uma vez que para além de o jornalista ñ dever descriminar as pessoas, também ñ pode inserir informação que ñ corresponde à realidade.

 

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