INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DE SÓCRATES MANCHA COBERTURA TELEVISIVA EXEMPLAR

Numa noite onde o circo mediático foi bem montado e se mostrou bem oleado, com as projecções televisivas a acertarem muitíssimo perto do alvo quanto ao desfecho da contenda eleitoral, em que os discursos de circunstâncias, fossem de vitória ou resignação, surgiam em catadupa, um facto manchou a cobertura dos “tele-média”: quando Manuel Alegre, simplesmente o candidato que se posicionou em segundo lugar e quase forçou Cavaco Silva a segunda Volta, eis que José Sócrates, apoiante da candidatura mais derrotada da noite, a de Mário Soares, decidiu tomar da palavra, forçando (ou talvez não) as televisões a virarem as câmaras e os microfones para o Hotel Altis, deixando Alegre “entristecido” por ter sido colocado fora do ar mediático. Primeiro do que ser apoiante de uma candidatura, Sócrates detém um cargo público que o obriga a reger-se por sentidos éticos e nunca deixar-se enredar por estratagemas políticos desprezíveis como o que demonstrou esta noite. Mas pior do que o político com nome de filósofo foi sem dúvida o papel que as televisões protagonizaram neste episódio, que foi o de compactuar com esta estratégia, a meu ver, baixa, de poucos recurso, e de razões óbvias. A política portuguesa mas em particular os média demonstraram cabalmente o que de mal se passa em Portugal. Boa Noite.
Colocado por: professor de Ciências da Comunicação, Artur Santos


1 Comments:
Elegemos pelo voto de confiança… (distintos)
Todos temos de lutar, assumimos as nossas responsabilidades e também ansiamos o mesmo dos outros para que se crie a inter ajuda entre todos…
Um país leal é aquele que se une.
Vamos a isto Portugal.
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