quinta-feira, janeiro 26, 2006

A TIRANIA DO RELÓGIO


Mesmo para um professor, cujo um dos objectivos é naturalmente dar o exemplo aos seus alunos acerca do esforço de trabalho, vivacidade na contínua progressão deste, entre outros exemplos, é por vezes difícil escapar ao chamamento encantado de uma boa cama, especialmente quando se está doente. É nestes momentos que parece que o nosso corpo não quer responder, aprisionado pelo afagar dos lençóis, a ternura dos cobertores, o receio do frio lá fora. Ou por vezes as esporas do amargo assédio do insconsciente nos aprisiona ao sono ou vontade de ali ficar .
Numa ideia de preguiça incansável que nos tolha o espírito do trabalho e do exemplo que se quer transmitir a quem nos ouve e nos vê (será que vê?) nas aulas como referência a um futuro talvez que há-de surgir, o relógio nos aparece como um vil tirano, que nos arranca de um sono ora bonito ora por vezes obscura e esquecível. Se bem que muitas vezes o relógio nos surge como uma persistente consciência que nos faz voltar à realidade de que é preciso acordar e viver. Não sei se hei-de agradecer a essa consciência, o relógio, talvez dizer-lhe para andar mais devagar.

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quarta-feira, janeiro 25, 2006

QUEREM ACABAR COM A DISCIPLINA DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NOS CURSOS PROFISSIONAIS DE MULTIMÉDIA – PARTE III


Ensaio de Artur Santos*, que será enviado para a comissão de avaliação do Curso de Multuimédia do Instituto de Formação Vocacional.

"O Homem é um ser que necessita de viver inserido na sociedade a que pertence, o que o consagra como animal social por excelência. E, como animal social, precisa de estabelecer uma relação comunicativa com tudo o que o envolve e com todos os seres com os quais contacta, especialmente com os seus semelhantes. Essa comunicação, natural e permanente, com o quotidiano é estabelecida através dos sentidos. (...).
A comunicação é, igualmente, o suporte da vida em sociedade e o mecanismo através do qual as relações humanas existem e se desenvolvem. De tal modo que nenhum grupo social teria possibilidade de sobreviver se, entre os elementos que o compõem, não existisse uma troca de qualquer comunicação. Em resumo, a comunicação é, pois, o acto de transmitir e receber uma mensagem, graças à utilização de um código adequado de sinais ou símbolos”[1]. Num tempo em que a globalização se estende como “polvo” numa “aldeia” cada vez mais próxima, a figura do técnico de multimédia veste-se de importância capital, não só no contínuo desenvolvimento dessa ideia de proximidade cultural, económica e mesmo política, bem como no essencial exercício da compreensão e contextualização da linguagem emitida por todos os meios que contribuem para dispersão dos “tentáculos” do “polvo” global.
Mas para que haja essa mesma compreensão e contextualização, os técnicos de multimédia (informáticos, produtores de conteúdos multimédia, produtores e realizadores de televisão, cinema e rádio, designers gráficos, publicitários, entre outros) devem conhecer de forma profunda a linguagem que cimenta o dia a dia dos meios de comunicação de massas (mass media), e de que forma esta é construída, manipulada e difundida, de forma a explicar três vectores preponderantes: Percepção, Compreensão e Difusão. É aqui que se situa o mundo das ciências da comunicação. Como o próprio nome indica é a ciência que estuda e desenvolve todas as teorias que ligam os fenómenos da comunicação aos mais variados profissionais que orbitam o campo do multimédia, do jornalismo e mesmo de outros ramos do saber como a sociologia e psicossociologia.
Qual é o formato da comunicação que na actualidade é difundida nos mass media, nas empresas intimamente ligadas à comunicação, nas empresas onde a comunicação institucional, publicitária e ou comunicação interna é importante para o crescimento sustentado da instituição pública ou privada? Por que meios se explora a percepção da Comunicação, temática esta muito explorada por um dos estudiosos maiores das teorias da Comunicação, Marshall McLuhan, autor da célebre expressão: “Aldeia Global”? Como se desenvolve o acto de manipulação da informação nos meios de comunicação social, na máquina complexa da política. Qual o formato da informação e ou da publicidade que a toda a hora entra em nossa casa, nos nosso telemóveis, nas paragens de autocarro, nos jornais que trazemos na pasta, no cinema, na rádio do automóvel?
A todas estas questões deve o responsável pelo estudo das ciências da comunicação responder. É o professor universitário ou não, o formador do ensino técnico profissional, são as instituições de ensino e os organismos estatais ligados ao ensino os responsáveis sociais e que devem apostar no difundir das teorias da comunicação, não só para que se preparem os futuros profissionais, de forma a colmatar as necessidades de mercado, mas também com o objectivo de proteger a opinião pública dos malefícios, do lado negro da comunicação, sobejamente conhecidos com vários exemplos de manipulação, descontextualização, publicidade e propaganda ilícita, contra-informação, entre outros, num verdadeiro “legado do medo” [2] que nos obriga a conviver dia-a-dia com o estigma da dúvida quanto às naturais intenções dos mass media.
Urge compreender de que forma a comunicação influi nas relações humanas, na percepção da realidade, na construção e emissão da nossa própria opinião quanto a essa realidade social, cada vez mais desigual.
Não se deixe, então de apostar no ensino destas temáticas. Creio que esta disciplina ou área de conhecimento se deve estender aos mais variados currículos programáticos, e tal estratégia é obviamente necessária para se entender a Globalização, já que foi o desenvolvimento das teorias da comunicação, a par com a expansão tecnológica, o grande responsável por este fenómeno sociológico que abarca todas as áreas da sociedade, sem excepção.

[1] Lopes, Arnaldo, Comunicação e Difusão – 10º/11º ANOS. Porto: Porto Editora. ISBN: 972-0-44-100-3

[2] Dos Santos, José Rodrigues (2001), Comunicação. Lisboa: Colecção Mocho. ISBN: 972-8563-46-9"


* Artur Santos é Jornalista, Investigador, Director Pedagógico e Docente na Universidade Sénior Contemporânea, Professor de Ciências da Comunicação na Escola Profissional de Cortegaça.
Licenciado pela Escola Superior de Jornalismo, Doutorando em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Universidade de Vigo, Espanha.

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terça-feira, janeiro 24, 2006

REACÇÃO DOS BLOGUISTAS À NOITE ELEITORAL



Clique nos endereços para ler as reacções à noite eleitoral que deu, pela primeira vez, a Presidência da República a um candiato da Direita, Cavaco Slva.


- Super Mário: Blog não oficial da Candidatura de Mário Soares


- Pulo do Lobo: blog de autores reunidos que apoiam Cavaco Silva

- Abrupto: Blog do deputado,escritor e comentador José Pacheco Pereira

- O Insurgente: Blog de André Abrantes Amaral

- Mar Salgado: Blog de Filipe Nunes Vicente

Estes blogues são essencais para a compreensão das principais correntes de opinião quanto à noite eltoral de 22 de Janeiro

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segunda-feira, janeiro 23, 2006

DIREITOS E DEVERES DOS JORNALISTAS


"Os direitos e os deveres dos jornalistas estão devidamente explicitados no Estatuto do Jornalista – lei nº 1/99 de 13 de Janeiro, mais especificamente no capítulo II. Aí ficam bem expressos todos os direitos fundamentais dos jornalistas assim como as garantias da liberdade do exercício da sua profissão".

Texto transcrito do Blog de João Malaínho (http://joaomanuelmalainho.blogspot.com)

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QUEREM ACABAR COM A DISCIPLINA DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NOS CURSOS PROFISSIONAIS DE MULTIMÉDIA – PARTE II


Transcrição completa de uma Carta de solicitação, enviada a várias escolas profissionais onde se lecciona o Curso Técnico de Multimédia:

“As Ciências da Comunicação são uma disciplina com carácter e especificidade científica. Uma disciplina onde o mais urgente e importante é levar os alunos das diferentes áreas dos saberes, incluindo técnicas, a reflectirem na importância de comunicar, nas diferentes correntes ligadas à comunicação e sobretudo utilizar mais e melhor os instrumentos desta área, ao longo da sua vida. Como por exemplo, jovens empresários e funcionários que necessitam saber informar e serem informados sobre os avanços tecnológicos, sobre a utilização dos média no seu dia a dia, bem como ponderar e racionalizar de maneira humana o seu diálogo com o outro. Coisa que só podemos aprender, se tivermos instrumentos capazes e bases aprofundadas para o fazer. Não devemos ficar calados face à instrumentalização do saber, pois as ciências e a utilização dela requerem conhecimento.

Amilton Santos
Doutorando em Cultura e Psicossociologia da Comunicação
Docente numa Escola Profissional…


Somos uma escola profissional onde se lecciona o curso de técnico de multimédia.
Na reforma curricular deste curso coloca-se a hipótese de extinção da disciplina de Ciências da Comunicação.
Assim sendo, vimos junto de V. Ex.ª pedir um parecer no sentido de aprovarmos junto do Ministério da Educação a manutenção de tão importante disciplina e seus conteúdos, na formação de cidadãos e profissionais que valorizam o futuro do nosso tecido industrial e empresarial.
De notar que este curso pertence à família profissional identificada como – família da Comunicação, Imagem e Som – logo, não faz sentido tal como a denominação a supressão de uma disciplina que “parece” ser nuclear… ”


Colocado por: professor de Ciências da Comunicação, Artur Santos

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INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DE SÓCRATES MANCHA COBERTURA TELEVISIVA EXEMPLAR


Numa noite onde o circo mediático foi bem montado e se mostrou bem oleado, com as projecções televisivas a acertarem muitíssimo perto do alvo quanto ao desfecho da contenda eleitoral, em que os discursos de circunstâncias, fossem de vitória ou resignação, surgiam em catadupa, um facto manchou a cobertura dos “tele-média”: quando Manuel Alegre, simplesmente o candidato que se posicionou em segundo lugar e quase forçou Cavaco Silva a segunda Volta, eis que José Sócrates, apoiante da candidatura mais derrotada da noite, a de Mário Soares, decidiu tomar da palavra, forçando (ou talvez não) as televisões a virarem as câmaras e os microfones para o Hotel Altis, deixando Alegre “entristecido” por ter sido colocado fora do ar mediático. Primeiro do que ser apoiante de uma candidatura, Sócrates detém um cargo público que o obriga a reger-se por sentidos éticos e nunca deixar-se enredar por estratagemas políticos desprezíveis como o que demonstrou esta noite. Mas pior do que o político com nome de filósofo foi sem dúvida o papel que as televisões protagonizaram neste episódio, que foi o de compactuar com esta estratégia, a meu ver, baixa, de poucos recurso, e de razões óbvias. A política portuguesa mas em particular os média demonstraram cabalmente o que de mal se passa em Portugal. Boa Noite.

Colocado por: professor de Ciências da Comunicação, Artur Santos

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terça-feira, janeiro 17, 2006

QUEREM ACABAR COM A DISCIPLINA DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO NOS CURSOS PROFISSIONAIS DE MULTIMÉDIA


A Direcção Geral de Formação Vocacional (DGFV), organismo pertencente ao Ministério da Educação publicou recentemente, fazendo chegar às escolas profissionais, os planos curriculares dos cursos (equivalentes ao 12º Ano, área técnica, com acesso ao ensino superior) de Multimédia (Audiovisuais, Conteúdos Web, Publicidade, Design, etc.) onde já não constam as disciplinas de Física e de Ciências da Comunicação (CC), em detrimento de duas novas disciplinas, a colocar no plano, que seriam as de História da Arte e Psicologia. Tal facto suscitou enorme revolta em todos os professores de CC e nos professores ligados ao Multimédia em geral.
Desta forma pergunto: Como é possível retirarem uma disciplina essencial para o estudos dos média, da linguagem da comunicação a utilizar em marketing, publicidade e cinema? Como é que se conseguem fazer conteúdos web e ou publicitários sem conhecer todos os aspectos teóricos e práticos da comunicação? Como é que se consegue ter a preparação necessária para ingressar em cursos superiores onde serão necessários fortes conhecimentos acerca das teorias da Comunicação, do discurso jornalístico e da metodologia operada pelos média
Não há curso de Multimédia, não há experiência para trabalhar em empresas deste ramo de actividade se não se souber como operam os média, como se constrói a sua linguagem, como é que esta se difunde.

Deixo-vos esta reflexão com o pedido expresso de me fazerem chegar as vossas opiniões (arturfilipe@sapo.pt) para que eu possa publicá-las no blog “cienciascomunicacao.blogspot.com” (criado no âmbito desta mesma disciplina, enquanto professor de CC do 1º, 2º e 3º Ano de Multimédia da Escola Profissional de Cortegaça) e difundam o mais que puderem esta problemática, pois esta toca-nos a todos enquanto jornalistas, técnicos de marketing relações públicas, produtores de conteúdos audiovisuais e principalmente professores

Bem Hajam

Com os melhores cumprimentos


Artur Santos *


* Jornalista, Investigador, Director Pedagógico e Docente na Universidade Sénior Contemporânea, Professor de Ciências da Comunicação na Escola Profissional de Cortegaça.
Licenciado pela Escola Superior de Jornalismo, Doutorando em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Universidade de Vigo, Espanha.


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TELEVISÃO: da informação a desinformação - uma nova censura


"O principio básico da censura moderna consiste em inundar as informações essenciais com um dilúvio de noticias insignificantes difundidas por uma multidão de meios de comunicação social com conteúdos similares.

Isto permite que a nova censura tenha todas as aparências da pluralidade e da democracia".

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Leiam e comentem. Faz-nos pensar um pouco...

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ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO - As estratégias e as técnicas dos donos do mundo para a manipulação das opinião pública e da sociedade....


Em conversa com Vitor Fragoso (psicólogo e docente da Universidade Sénior Contemporânea) veio a lume um site brasileiro que retrata as estratégias de manipulação levadas a cabo pelas "elites políticas e económicas" usando, para isso, o poder dos media.
Um site que nos põe a pensar nas seguintes equações: Será que estamos perante uma gigantesca teoria da conspiração? Será que vivemos numa imensa fantasia retirada de um livro como "1984" de George Horwell? Estará o "Grande Irmão" nas telas de nossas casas? Seremos livres?

Leiam e reflictam

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segunda-feira, janeiro 16, 2006

QUANDO UM MEIO DE DIFUSÃO DE NOTÍCIAS SE TORNA NOTÍCIA


Na passada semana, o jornal "24 Horas" publicou uma notícia em que referia que os mais altos dignatários do Estado Português teriam sido alvos de escutas no seguimento do processo "Casa Pia". Uma notícia que naturalmente abalou vários sectores da política e do sistema judicial português, ao ponto de suscitar uma reacção pública do Presidente da Répública, Jorge Sampaio.
Pedidos de inquéritos à parte, a Procuradoria-Geral da República prontificou-se (de forma tardia) a negar os factos publicados no "24 Horas", motivando reposta por parte deste periódico.
Toda esta panóplia de acções leva-nos a reflectir um pouco sobre os mais variados episódios em que um meio de comunicação social se torna notícia pela simples divulgação de uma notícia mais ou menos polémica, mais ou menos controversa.
É legítimo dizer-se que todos os meios de comunicação social têm a liberdade de, naturalmente, investigar todo e qualquer facto que, pela sua importância para a opinião pública e na base da venda de um produto, gera sem pre controvérsia e discussão acesa. Mas será lícito que os meios de comunicação interfirão com o segredo de justiça, pondo por vezes em causa toda uma investigação judicial. Será legítimo retirar dessse facto "louros" e exposição mediática desse mesmo orgão de comunicação?
Deixo estas perguntas para discussão.

Colocado pelo Professor de Ciências da Comunicação, Artur Santos

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quinta-feira, janeiro 12, 2006

Direitos, Deveres e a Realidade da Actividade Jornalística

Apesar de neste momento a actividade profissional a que mais me dedico não ser a profissão de jornalista mas a de professor, não esqueço, contudo, todos os anos palmilhados naquela que ainda hoje é uma das minhas paixões profssionais, apenas ultrapassada pelo gosto da docência.
Em todos os anos como jornalista (e acreditem que não foram poucos nem os anos nem os jornais em que "vesti a camisola"), embuído numa aura de ética e brio profissional, sempre apostei em fazer do meu trabalho um espelho do meu próprio carácter. Mas, acredite-se, por favor, é muito complicado. Um dia, Arnaldo Martins (actual editor desportivo do jornal "Matosinhos Hoje" e meu colega como correspondente do Jornal "A Bola" - Porto, e num passado ainda próximo compincha dos bancos da faculdade) disse-me um dia uma célebre e fria expressão: "No jornalismo quem tem ética passa fome". Não vou tão longe nas palavras, porém tal expressão não foge muito à verdade. Isto porque são muitas as pressões que um jornalista tem de combater quase diariamente. E essas pressões começam logo no jornal, na rádio ou no canal televisivo em que trabalhamos, na cadeira do director, na mesa de reuniões de Redacção, do próprio "dono" do meio de comunicação social", etc.
Há que pensar que a actividade jornãlística, em todas as suas dimensões ultrapassam em muito realidades que a sociedade tem como certas de que os jornalistas detêem o poder de influenciar opiniões, de elevar ou destruir a vida privada de esta ou aquela personagem mais ou menos marcante e de que o jornalista é o paladino ou o culpado de todos os males. Nem uma coisa nem outra. No sue percurso de intensão de informar e formar o jornalista vê-se no papel de "atleta", obrigado a ultrapassar numa imensa pista de "tartan" doloroso um longo e por vezes desmotivante caminho. Mesmo assim, a profissão é das mais aliciantes actividades da actualidade, tal é o caudal de experiências que se vive na pele de um intrépido "arqueólogo" dos factos transformados em notícia.
E não é por estar complicado encontrar um emprego que se deve desistir do sonho. Nunca, já que !o sonho comanda a vida!, escreveu António Gedeão, desta feita não como uma "bola olorida nas mãos de uma criança" mas com uma caneta que escreve pedaços rectos de um facto que se quer dar a conhecer ao mundo.

Colocado pelo Professor de Ciências da Comunicação, Artur Santos

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terça-feira, janeiro 03, 2006

Código Deontológico do jornalista


Com base na matéria leccionada na última aula de ciências da comunicação, vou transcrever o Código Deontológico dos jornalistas, aprovado em 04.05.1993, que encontra-se disponível no sítio internet do Instituto da Comunicação Social(www.ics.pt).

Os jornalistas portugueses regem-se por um Código Deontológico que aprovaram em 4 de Maio de 1993, numa consulta que abrangeu todos os profissionais detentores de Carteira Profissional. O texto do projecto havia sido preliminarmente discutido e aprovado em Assembleia Geral realizada em 22 de Março de 1993. in Sítio do Sindicato de Jornalistas

CÓDIGO DEONTOLÓGICO DO JORNALISTA

(Aprovado em 4 de Maio de 1993, em assembleia geral
do Sindicato dos Jornalistas)

1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinão deve ficar bem clara aos olhos do público.

2. O jornalista deve combater a censura e o sensacionalismo e considerar a acusação sem provas e o plágio como graves faltas profissionais.

3. O jornalista deve lutar contra as restrições no acesso às fontes de informação e as tentativas de limitar a liberdade de expressão e o direito de informar. É obrigação do jornalista divulgar as ofensas a estes direitos.

4. O jornalista deve utilizar meios leais para obter informações, imagens ou documentos e proibir-se de abusar da boa-fé de quem quer que seja. A identificação como jornalista é a regra e outros processos só podem justificar-se por razões de incontestável interesse público.

5. O jornalista deve assumir a responsabilidade por todos os seus trabalhos e actos profissionais, assim como promover a pronta rectificação das informações que se revelem inexactas ou falsas. O jornalista deve também recusar actos que violentem a sua consciência.

6. O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.

7. O jornalista deve salvaguardar a presunção de inocência dos arguidos até a sentença transitar em julgado. O jornalista não deve identificar, directa ou indirectamente, as vítimas de crimes sexuais e os delinquentes menores de idade, assim como deve proibir-se de humilhar as pessoas ou perturbar a sua dor.

8. O jornalista deve rejeitar o tratamento discriminatório das pessoas em função da cor, raça, credos, nacionalidade ou sexo.

9. O jornalista deve respeitar a privacidade dos cidadãos excepto quando estiver em causa o interesse público ou a conduta do individuo contradiga, manifestamente, valores e princípios que publicamente defende. O jornalista obriga-se, antes de recolher declarações e imagens, a atender às condições de serenidade, liberdade e responsabilidade das pessoas envolvidas.

10. O jornalista deve recusar funções, tarefas e benefícios susceptíveis de comprometer o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional. O jornalista não deve valer-se da sua condição profissional para noticiar assuntos em que tenha interesse.

Colocado por: Rui Sona

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Livro "Comunicação" de José Rodrigues dos Santos - uma obra essencial


Por Artur Filipe dos Santos

Editado em 2001, pela colecção Mocho, o livro "Comunicação" do conhecido jornalista da RTP, José Rodrigues dos Santos, apresenta-se como um documento essencial para o estudo da Comunicação. Obra de inegável escrita e organização, sintetiza de forma perfeita algumas alíneas preponderantes das teorias da comunicação como os estudos acerca da opinião pública (a comunicação omnipotente, o paradigma de Lasswell, a teoria das "balas mágicas", a teoria da Comunicação Impotente (Lazarsfeld, Berelson...), a crítica marxista e a crítica não-marxista, entre outras matérias.

Obrigatório!

Colocado pelo Professor de Ciências da Comunicação, Artur Santos

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