No decurso da disciplina de Ciências da Comunicação (pois claro!) foi lançado aos alunos do 3º Ano o desafio de transcrever para o blog a pergunta mais fulcral do teste final do 8º Módulo, questão que abordava concretamente o drama do jornalista, na sua contínua busca pelo “paraíso” profissional, em escolher o sentido da ética ou a obrigação de cumprir ordens na execução do seu trabalho, tomando como exemplo o conflito Ocidente-Médio Oriente.
A questão foi a seguinte: Imagina este cenário: Estás a trabalhar num jornal ocidental, de grande tiragem e de prestígio internacional e, um dia, o teu chefe de redacção pede-te que faças uma notícias sobre mais um atentado suicida no Iraque. Mas desta vez ele pede-te que dês a mais negativa imagem possível do lado “muçulmano, mesmo que isso fuja à verdade. O que farias? à verdade. O que farias? Redigirias essa matéria e atentarias contra a ética e mesmo sofrendo a hostilidade dos árabes, “picados” por mais uma “afronta ocidental”? Não redigirias e sofrerias as consequências de um provável despedimento.
Responder a esta questão não é só um exercício, é o desbravar do caminho para uma das mais importantes lições de vida.
Digno de comentar.
Imaginando todo este cenário, na óptica de mais uma peça pertencente ao puzzle que é toda a sociedade que me rodeia, e que cada vez mais se dá menor importância ao que está certo ou errado e colocamos em primeiro plano a nossa "sobrevivência", é óbvio que publicaria esta noticia, mesmo sabendo que iria contra a ética do jornalista e mesmo sofrendo a hostilidade do povo Árabe, "picados" por mais uma "afronta ocidental", que parecem ser cada vez mais as vítimas de tudo o que os rodeia, tendo como caso concreto a publicação de uma caricatura ao seu líder mahomé, em que os Muçulmanos se sentiram ofendidos, claro está que tento perceber todo o ponto de vista de toda a comunidade muçulmana e visto que há uma enorme restrição no acesso à informação, e que todos os muçulmanos sentem a necessidade de ter um brinquedo que lhes sirva de "consolo", até lhes consigo atribuir alguma razão pelo facto de estes se sentirem "picadios" pelo ocidente. Por outro lado há algo de que me orgulho de usufruir, mesmo que não seja na sua totalidade, que é a liberdade de expressão, que possibilita que eu seja um ser livre de transmitir a minha opinião sob a forma de texto, som ou imagem, desde que assuma as responsabilidades das consequências que poderei arcar com a prática de tal exercicio.
É claro que toda esta minha opinião, imaginando o cenário apresentado, poderia tomar outros rumos se eu estivesse colocado na óptica de um jornalista minimamente bem conceituado, talvez respeitasse o código deontológico do jornalista, visto que a recusa da publicação da notícia, mesmo implicando um provável despedimento, não seria um problema para mim manter a minha credibilidade dentro da mesma actividade.
Para rematar a resposta à questão colocada sobre a publicação ou não publicação de uma notícia problemática, e que iria deturpar uma das partes da notícia, convém ficar bem claro que em todo este cenário como em qualquer outro aspecto da nossa vida, implica uma tentativa de perceber ambas as partes, colocando-nos na posição de ambas as partes com interesses atendíveis no caso.
colocado por: rui sona
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